Bolsonaro nega interferência na PF e manda jornalista calar a boca

O chefe do Executivo reclamou de reportagens sobre o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) atacou a imprensa ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira (05/05). O chefe do Executivo reclamou de reportagens sobre o novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza, e a substituição do superintendente no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira.

Alexandre assumiu o comando da PF nessa segunda-feira (04/05) e, no mesmo dia, sinalizou que faria uma troca na superintendência da corporação no Rio.

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O presidente Jair Bolsonaro
Bolsonaro quando sofreu atentado, em 2018
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
Presidente e primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, no dia da posse
Rafaela Felicciano/Metrópoles
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O presidente Jair Bolsonaro dá entrevista
Bolsonaro criou coordenação para pets

Visivelmente irritado, Bolsonaro reclamou das matérias em torno do tema e mandou repórteres calarem a boca. “É uma patifaria, cala a boca, não perguntei nada. Manchete [do jornal Folha de S.Paulo] canalha, mentirosa. Vocês da mídia, tenham vergonha na cara, grande parte só publica patifaria. Passar bem”, disse.

O presidente se queixou de matéria da Folha sobre a intenção do novo diretor-geral em trocar o superintendente do Rio, área de interesse do presidente e dos filhos dele.

“Imprensa canalha. O atual superintendente do Rio de Janeiro, que o Moro disse que eu quero trocar, por questões familiares, não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu nem meus filhos, zero.”, afirmou.

“Pra onde é que está indo o superintendente do Rio de Janeiro? Pra ser o diretor-executivo da PF. Ele vai sair da superintendência pra ser diretor-executivo. Eu tô trocando ele, eu tô tendo influência sobre a Polícia Federal?, questionou.

Bolsonaro reforçou que Carlos Henrique Oliveira será promovido e não retirado do carro como aponta a imprensa e usou uma comparação para negar que tenha agido para transferir o superintendente do Rio para Brasília. “É a mesma coisa que eu tivesse chegado, vamos supor, pro ministro da Defesa [Fernando Azevedo] e falado o seguinte: ‘Ó, eu quero que troque o comandante do Comando Militar do Sul porque eu não gosto dele’. E ele fala: ‘Tudo bem’ e coloca ele como comandante do Exército”, comparou.