Bolsonaro minimiza ato na USP: “Carta da democracia é a Constituição”

Nesta quinta-feira, diversas capitais do país realizaram manifestações em defesa da democracia e contra ataques do presidente às urnas

atualizado 11/08/2022 22:27

Reprodução/Redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) minimizou os atos em defesa da democracia realizados em várias partes do país nesta quinta-feira (11/8), com a leitura da Carta em Defesa do Estado Democrático de Direito.

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o titular do Palácio do Planalto disse que a melhor carta da democracia é a Constituição e criticou a carta lida nesta quinta. No momento da afirmação, o presidente segurava um exemplar da Carta Magna (foto em destaque).

“Alguém discorda que essa daqui é a melhor carta à democracia? Alguém tem dúvida? Acha que outro pedaço de papel qualquer substitui isso daqui?”, indagou Bolsonaro.

“Pessoal faz um onda agora sobre carta à democracia para tentar atingir a mim. Mas a bancada toda do PT não assinou essa carta à democracia em 1988, e agora quer assinar essa carta à democracia?”, questionou.

A informação de Bolsonaro, no entanto, está equivocada. À época da promulgação da Constituição de 88, os deputados constituintes do PT foram, de fato, orientados a votar contra o texto, mas a assinar a Constituição. Toda a bancada de 16 parlamentares petistas assinou a nova Carta Magna.

“Micareta do PT”

Após a live, Bolsonaro também atacou a manifestação pelo Estado Democrático de Direito via Twitter. Na sua conta, o presidente recorreu à ironia ao dizer que a “carta pela democracia, que foi lida na micareta do PT, teve algumas de suas páginas rasgadas”.

Confira:

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Ato na USP

Na manhã desta quinta, a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito” foi lida na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na capital de São Paulo, e em várias outras capitais.

O texto começou receber apoio em 26 de julho e conta com 925 mil assinaturas. Entre os signatários, há políticos, entidades sindicais, empresários, professores, artistas e demais cidadãos.

A iniciativa de juristas surgiu após diversos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro e às urnas eletrônicas.

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