Agência nega irregularidades em contratos investigados pelo MPDFT

A empresa Fields, em nota, negou qualquer relação com fatos em apuração na operação Alto Escalão, sobre fraudes na saúde

atualizado 28/09/2020 22:57

Em nota divulgada nesta segunda-feira (28/9), a empresa Fields Comunicação sustenta que o seu nome, e o da sócia Adriana Zanini, foram inseridos “de maneira irresponsável” nos fatos investigados pela operação Alto Escalão, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) em julho deste ano, para apurar supostas fraudes em contrato da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

A empresa foi citada em uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Metrópoles, na qual a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, é alvo de suspeitas do Tribunal de Contas da União (TCU) por ter repassado, sem licitação, R$ 4 milhões à empresa.

A reportagem aponta a Fields como citada na investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público por suspeita de ter sido utilizada para a lavagem de dinheiro na compra de leitos hospitalares durante o governo de Agnelo Queiroz no DF, de 2011 a 2014.

De acordo com a agência, a Fields jamais firmou qualquer contrato com o governo do DF. Segundo a empresa, o nome de Adriana foi inserido de forma “absolutamente leviana” pelo MPDFT no processo, “mesmo sem realizar qualquer procedimento investigatório”.

A nota informa ainda que a Fields jamais teve qualquer contrato com o Instituto Brasília para o Bem-Estar do Servidor (Ibeps), citado na reportagem, sendo que, até o dia da mencionada operação, nem mesmo sabia da existência desse instituto e que não existe nos autos qualquer relação da Fields ou de Adriana com os fatos investigados.

Além disso, a empresa citou declarações públicas do ex-presidente do Ibesp Luiz Carlos do Carmo, nas quais ele atestou que Adriana jamais integrou a gestão do instituto e que o Ibesp jamais manteve qualquer relação com a Fields Comunicação.

A nota é assinada pelo advogado André Gerheim, que defende a empresa.

Leia a íntegra da nota:

Nota à imprensa

Acerca da reportagem publicada pelo portal da folha.uol.com.br em 28/9/2020, seguem os esclarecimentos da Fields Comunicação LTDA. Em 23/7/2020, foi deflagrada a Operação Alto Escalão, que busca apurar supostas fraudes em contrato da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. 

Ocorre que, surpreendentemente, os nomes da Fields e da nossa sócia, Sra. Adriana Zanini, foram inseridos, de maneira irresponsável, como tendo alguma correlação com fatos investigados.

Primeiramente, cumpre destacar que a Fields jamais firmou qualquer contrato com o Governo do Distrito Federal, sendo que o nome da Sra. Adriana foi inserido de forma absolutamente leviana pelo MPDFT, que, mesmo sem realizar qualquer procedimento investigatório, concluiu que esta fazia parte da diretoria do IBESP (Instituto Brasília para o Bem-Estar do Servidor Público).

Ademais, importante frisar que a Fields jamais teve qualquer contrato com o IBESP, sendo que, até o dia da mencionada Operação, sequer sabia da existência desse Instituto.

Importante destacar ainda que não existe nos autos qualquer relação da Fields ou da Sra. Adriana com os fatos investigados, tendo o MPDFT, em manobra inexplicável, citado o nome de ambos, sob o argumento de que a Sra. Adriana participava da diretoria do IBESP.

Para finalizar, o presidente do IBESP, Sr. Luiz Carlos do Carmo, em declaração pública, reconhecida em cartório, reconheceu que a Fields e a Sra. Adriana não possuem qualquer relação com os fatos investigados, senão veja-se:

“que a Sra. ADRIANA APARECIDA ZANINI,  jamais integrou a gestão do Instituto do qual sou presidente, bem como nunca participou de qualquer decisão administrativa do IBESP. (…)

Declaro ainda, que a Sra. Adriana Aparecida Zanini, não possui qualquer relação com os fatos investigados na Operação denominada Alto Escalão.

Declaro por fim, que o IBESP jamais manteve qualquer relação com a Fields Comunicação LTDA., empresa essa que apenas tomei conhecimento de sua

existência após ter acesso à decisão da medida de busca e apreensão n° 0002377- 71.2020.8.07.0001.”

São os esclarecimentos.

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