Toffoli a Aras: condutas não podem “macular a dignidade” do Judiciário

A declaração ocorreu depois do episódio de Rodrigo Janot, que revelou ter ido armado ao Supremo com intenção de assassinar Gilmar Mendes

Foto: Rafaela Felicciano/MetrópolesFoto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 03/10/2019 17:56

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou, em discurso de boas-vindas ao novo procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, nesta quinta-feira (03/10/2019), que “condutas individuais” não podem “prejudicar a dignidade” das instituições ligadas ao Judiciário.

“Tais instituições têm existência e trajetória autônomas em relação às trajetórias individuais das pessoas que as compõem ou compuseram”, destacou. “Condutas individuais desviantes não têm e não terão o condão de macular a dignidade e a grandeza dessas instituições”, afirmou Toffoli.

A declaração ocorreu depois do episódio do ex-PGR, Rodrigo Janot, que revelou ter ido armado ao Supremo com intenção de assassinar o ministro Gilmar Mendes.

Posse
Aras foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) fora da lista tríplice apresentada pelo Ministério Público. Em discurso de posse, feito nessa quarta-feira (02/10/2019), o procurador-geral fez elogios à Operação Lava Jato e disse que os procuradores da força-tarefa serão lembrados pela coragem no trabalho que desempenharam.

Toffoli também mencionou o combate à corrupção em sua fala. “A corrupção, ao drenar recursos públicos, subtrai do cidadão o acesso a serviços essenciais de qualidade, ou os torna mais escassos e onerosos, aumentando os níveis de risco e vulnerabilidade social”, enfatizou.

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