“Temos que arrumar solução”, diz Caiado sobre reforma da Previdência

Governadores se encontram em Brasília para discutir pontos do texto que altera as regras da aposentadoria

Hugo Barreto/MetrópolesHugo Barreto/Metrópoles

atualizado 11/06/2019 10:36

Na mesma semana em que o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) deve apresentar o parecer sobre a reforma da Previdência, governadores se reúnem em Brasília para discutir o texto e se articulam para convencer as bancadas no Congresso a votarem a favor da proposta. Eles estão reunidos para o V Encontro de Governadores, que acontece nesta terça-feira (11/06/2019).

Entre os assuntos debatidos, está a permanência de estados e municípios na reforma. Apesar de muitos já terem sinalizado que concordam com a medida, nem todos têm a mesma opinião quanto a essa mudança. Ronaldo Caiado (DEM-GO), por exemplo, defendeu que o texto tenha um mecanismo para que o estado decida se quer aderir ou não às novas regras.

“Vemos a dificuldade de reunir votos. Temos que arrumar uma solução para distensionar a situação. Precisamos entender que governadores têm de pedir aos deputados e senadores. É uma situação de sobrevivência”, destacou.

Já Eduardo Leite (PSDB-RS) explica que a reforma é necessária para atenuar a questão fiscal dos estados e municípios. “Precisamos de uma proposta consistente, uma garantia de que estados e municípios não vão quebrar. Uma vez com sistemas deficitários, vão recorrer à União. É todo o Brasil pagando a conta de quem não fez o dever de casa”, ressaltou.

Na semana passada, os governadores adiantaram que uma carta foi produzida e assinada com um apelo para que estados e municípios fiquem na reforma proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, mandatários do Norte e Nordeste negaram ter dado apoio ao manifesto.

“Capenga”
O chefe do Executivo capixaba, Renato Casagrande (PSB-ES), adota o mesmo tom de Eduardo Leite. Para ele, reforma sem estados e municípios é “capenga”. “A semana é decisiva. Nem todos os governadores concordaram com o teor completo da proposta. Mas concordamos que as regras para os servidores estaduais e municipais devem ser as mesmas dos servidores federais”, adianta.

O maior desgaste entre governo e parlamentares é a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos carentes.

A equipe econômica argumenta que não haverá perdas. E garante: com a reformulação das regras para aposentadoria, em 10 anos será possível economizar R$ 1,2 trilhão, o que auxiliaria no trabalho de conquistar equilíbrio fiscal. Ainda, de acordo com o Ministério da Economia, aqueles que ganham mais pagarão mais na chamada “Nova Previdência”.

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