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Depois de cancelar a viagem de Ano-Novo para o Rio de Janeiro por problemas de saúde, o presidente Michel Temer decidiu passar o Carnaval na Restinga de Marambaia – tradicional reduto presidencial, pertencente à Marinha, no litoral fluminense (imagem em destaque). Dessa vez, no entanto, o que chama atenção são as companhias. Além da mulher, Marcela, e do filho, Michelzinho, o emedebista levará uma comitiva de 65 pessoas. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.

O grupo embarca na próxima sexta-feira (9/2) e não tem dia marcado para voltar. De acordo com o Estadão, integram a comitiva seguranças, médicos, enfermeiros, cerimonial, imprensa e ecônomos, funcionários que administram as despesas e as necessidades dos viajantes. A família Temer também deve levar camareiras, cozinheiros e ajudantes que cuidem da casa.

Mesmo sendo área da Marinha, a Restinga de Marambaia não possui serviços nem infraestrutura considerada fundamental a um chefe de Estado. Assim, a comitiva deve incluir dois escalões avançados em duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Time reserva
Segundo o jornal, com exceção dos médicos, seguranças, cozinheiro e camareira, o restante do grupo de apoio fica hospedado em Itacuruçá, ilha próxima do local destinado ao presidente. Os membros da Aeronáutica se hospedam em Santa Cruz, perto da base aérea. A maior parte dos funcionários fica em quartos duplos. Médicos e o coordenador da viagem costumam ter uma habitação privativa.

Sem revelar o valor do Carnaval de Temer, um auxiliar afirmou que uma viagem presidencial deste porte não sai por menos do que R$ 120 mil, o que não leva em conta diárias com hospedagem – revelou o Estado de São Paulo.

No protocolo de segurança, ainda de acordo com a matéria, há a previsão de contratação de linhas de internet adicional para garantir a comunicação do presidente. Também haverá uma equipe de prontidão para atuar em caso de emergência: bombeiros, médicos, ambulâncias e batedores, que permanecerão de sobreaviso durante todo o feriado de Momo. Uma precaução justificável, se levado em conta que, no fim do ano passado, o presidente deixou de ir ao Rio de Janeiro após ser diagnosticado com uma infecção urinária por falta de estrutura médica.

Outro lado
Em nota ao Estado de São Paulo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que a estrutura necessária é estabelecida por lei e que todos os ex-presidentes usaram as mesmas prerrogativas. “O GSI não se manifesta sobre detalhes relacionados à Segurança Presidencial e registra que os protocolos e o efetivo a serem empregados serão mantidos e já foram utilizados, no todo ou em parte, em viagens presidenciais anteriores”, diz a nota.

Os ex-presidentes Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, durante seus mandatos, também utilizaram unidades militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para descansar. Dilma e Lula preferiam a base naval de Aratu, na Bahia. O ex-presidente petista e o tucano Fernando Henrique Cardoso também usaram a residência da Aeronáutica, em Fernando de Noronha, que recebeu no Réveillon a deputada federal – e indicada à ministra do Trabalho – Cristiane Brasil (PTB-RJ) e um grupo de amigas: o caso é investigado pelo Ministério Público Federal.