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Em uma entrevista relâmpago, marcada por empurrões de seus seguranças contra jornalistas, o presidente Michel Temer disse em Nova York que o Supremo Tribunal Federal (STF) é “soberano” para decidir se devolve à nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a denúncia apresentada contra ele pelo ex-ocupante do cargo, Rodrigo Janot.

O presidente falou enquanto se retirava de seminário com investidores promovido nesta quarta-feira em Nova York pelo jornal Financial Times. Temer não respondeu perguntas sobre a queda de sua popularidade para 3%, mas chamou a atenção de repórteres para um pequeno grupo de manifestantes que o aguardava na saída do hotel onde o evento foi realizado.

“Venha registar o protesto. Vem cá, venha registrar o protesto”, disse Temer, enquanto seus seguranças impediam a passagem de jornalistas e empurravam os que tentavam fazer exatamente o que o presidente havia sugerido. “Venha registrar o protesto de quatro pessoas.” Três ou quatro pessoas gritaram “golpista”, “traidor” no momento em que Temer deixou o edifício. Um deles carregava cartaz com os dizeres: “Temer não tem legitimidade, 0% de aprovação”.

Repetindo o que declarou aos investidores, o presidente disse que as reformas propostas por seu governo vão avançar. “Vamos continuar com as reformas, tranquilo. Vocês não viram? Vocês me ouviram aí, as reformas vão continuar. Eu não falo de graça.”

Temer chegou a Nova York na segunda-feira à noite e limitou seu contato com a imprensa a entrevistas relâmpago, de menos de cinco minutos, ou a declarações depois das quais não respondeu perguntas. Na noite de terça-feira, Temer apareceu diante de jornalistas brasileiros para o que seria uma entrevista coletiva. O presidente se limitou a falar por 1 minutos sobre encontro que havia tido com empresários. Em seguida, deixou o local e ignorou as sobre política doméstica.

 

 

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