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O presidente Michel Temer chegou por volta das 4h30 desta terça-feira (17/10), horário local (17h30 de segunda-feira em Brasília), ao hotel Imperial, no centro de Tóquio, onde ficará hospedado. Esta é a primeira visita oficial de um chefe de Estado brasileiro ao Japão desde 2006. A visita vem acompanhada da virada da percepção de investidores de países desenvolvidos da Ásia e da Europa sobre os mercados emergentes, que voltaram a florir em todo o mundo.

Depois de cinco anos de baixas, o índice financeiro MSCI Mercados Emergentes, que representa 23 países, subiu 15% em 2016, enquanto o MSCI World, de países desenvolvidos, não passou de 3,43%. E uma das performances que mais impressionam é a da Bovespa.

Para investidores e analistas, pouco importa que a reunião dos BRICS recém realizada em Goa, na Índia, de onde Temer partiu na segunda-feira, não tenha resultado em grandes avanços. Em contraste com a União Europeia e com o Japão, por exemplo, o desempenho dos emergentes é marcante.

Desde o início do ano, as empresas europeias cotadas pelo índice Stoxx 600 perderam em média 7% do valor, em grande parte em razão dos temores criados pelo Brexit – a perspectiva de desligamento do Reino Unido do bloco. Pesa também a instabilidade no sistema financeiro do continente, em especial sobre o Deutsche Bank, da Alemanha, e o sistema financeiro da Itália.

O Japão vive situação similar. Depois de quatro anos de avanço impulsionado pela ‘Abenomics’, a política econômica do primeiro-ministro, Shinzo Abe, o índice Nikkei, o maior da bolsa de valores de Tóquio, enfrenta em 2016 um desempenho medíocre, com queda de 13%. “A maior parte das companhias devem enfrentar quedas acentuadas entre julho e setembro”, afirmou à agência Reuters Fumio Matsumoto, analista do mundo Dalton Capital Japan.

Já os países emergentes vivem situação inversa: em baixa desde que a trajetória de queda do preço das matérias-primas teve início, eles agora têm performance melhor. É o caso do Brasil, além de Rússia, África do Sul, Indonésia, entre outros. O índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, que derretia ao ritmo de 41,97% em 2015, voltou a crescer e tem 44% de ganhos. A tendência é percebida por europeus e asiáticos como mais forte na América Latina.

 

 

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