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O presidente Michel Temer desistiu de viajar nesta sexta-feira (9/2) para o Rio de Janeiro, onde pretende passar o Carnaval com sua família na Restinga de Marambaia, uma unidade da Marinha no Rio de Janeiro. O novo horário de embarque previsto é neste sábado (10), às 9 horas. De acordo com auxiliares, Temer ficou “muito incomodado” com as notícias publicadas em relação ao staff de 60 pessoas, necessário para que pudesse se instalar na casa oficial, e chegou a pensar em desistir de ir, mas foi convencido do contrário e confirmou a viagem.

O escalão avançado, que chega antes do presidente e trabalha na preparação do local para receber Temer e sua família, já está no Rio de Janeiro.

A casa da Restinga de Marambaia que será ocupada por Temer é administrada pela Marinha e, embora a praia seja pública, seu acesso é restrito, por se tratar de área militar. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso costumava frequentar a Restinga da Marambaia, mas usava uma residência administrada pelo Exército, em outra área.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já se hospedou lá, embora a sua preferência seja pela casa da Marinha em Aratu, na Bahia, para onde a ex-presidente Dilma Rousseff também ia com frequência nos feriados. A casa da Bahia chegou a ser reformada (instalações e equipamentos) duas vezes para atender Lula e Dilma.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela preparação dos itinerários, foi destacado para responder as críticas de que a viagem envolveria cerca de 60 pessoas para atender a família do presidente. Em nota, o GSI avisou que a estrutura necessária é estabelecida por lei e todos os ex-presidentes usaram as mesmas prerrogativas. Temer chegou a pedir para que o número fosse reduzido e algumas pessoas foram retiradas da viagem.

No entanto, de acordo com interlocutores, embora Temer seja “pouco exigente” em relação ao rituais, não há como reduzir muito a equipe porque, onde o presidente da República estiver, são necessárias pelo menos três grupos de seguranças, que trabalham por dia, em sistema de revezamento.

O número de seguranças não é revelado. Além disso, como a casa não possui nenhuma infraestrutura, é preciso que sejam levadas pessoas para cozinhar e arrumar o local, médico, enfermeiro, cerimonial, imprensa e muitos outros servidores que trabalham permanentemente no atendimento ao presidente, seja ele quem for, onde ele estiver, no Brasil ou no exterior.

Com exceção dos médicos, seguranças, cozinheiro e camareira, o restante da comitiva de apoio não fica na fica na casa da Restinga da Marambaia, mas hospedado em Itacuruçá, uma ilha próxima ao local destinado ao chefe de Estado. Os membros da Aeronáutica à disposição do presidente se hospedam em Santa Cruz, perto da base aérea. A maior parte dos funcionários fica em quartos duplos.

Médico e coordenador da viagem costumam ter uma habitação privativa. O efetivo que atende o presidente da República, por protocolo legal, inclui ainda bombeiros, ambulâncias e batedores, que ficam de sobreaviso no feriado.

O Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança presidencial, não dá informações sobre a rotina de Temer ou os preparativos de viagem. Em nota, ao ser questionado, na última quarta-feira (7), disse que “os protocolos e o efetivo a serem empregados serão mantidos e já foram utilizados, no todo ou em parte, em viagens presidenciais anteriores”.

Em janeiro, Temer queria passar as festas de fim de ano na Restinga, mas acabou cancelando, por conta de problemas de saúde. A previsão é que o presidente embarque neste sábado (10) e volte na terça-feira (13).