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O deputado Daniel Vilela (MDB-GO) foi eleito presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça-feira (3/4). Se o presidente Michel Temer for alvo de uma terceira denúncia, o colegiado é o ponto de partida da análise na Casa.

Após a eleição, Vilela afirmou que, apesar de ser do partido de Temer e ter votado a favor do presidente nas duas outras denúncias, se considera “independente”. “Eu faço parte do partido do presidente e obviamente integro a sua base, mas me sinto independente para promover os debates necessários e ter uma atuação pertinente aos desejos dos brasileiros”, disse.

O risco de o presidente Temer enfrentar uma terceira denúncia fez o governo reavaliar a indicação de Vilela ao comando da CCJ. Como o deputado deve disputar o governo de Goiás, havia receio de ele ficar mais suscetível à pressão por ser candidato.

Nesta terça-feira, Vilela disse não se preocupar com eventuais pressões externas, porque, como presidente do colegiado, vai ter uma atuação mais de “magistrado, de condução do debate, de condução da votação”. “Não serei eu a emitir qualquer parecer em relação à denúncia”, disse.

Segundo ele, em caso de uma terceira denúncia, vai seguir “as regras e os ritos” definidos pela CCJ no ano passado, quando Temer foi alvo das outras duas denúncias formuladas pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Ele, no entanto, admitiu ser um “desafio grande” conduzir a CCJ por ser ano eleitoral e “pelo momento político que o país passa”. Vilela foi eleito nesta terça com 51 votos a favor e 2 contra. Para a vice-presidência, os deputados escolheram outro nome do MDB, José Priante (PA).

 

 

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