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A ascensão de Tereza Cristina (DEM) ao Ministério da Agricultura no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, manterá o foro privilegiado do deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) em uma investigação por corrupção passiva que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). O tucano, que não conseguiu se reeleger em outubro, ocupará a vaga deixada pela líder ruralista na Câmara.

Apesar do revés nas urnas, Resende é o primeiro suplente a deputado da coligação formada pelo PSDB com DEM, PSD, PP, Patriota e PMB no Mato Grosso do Sul. O tucano está na Câmara desde 2003 e poderá ficar mais quatro anos. Ele faz parte da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), entidade presidida justamente por Tereza Cristina.

O inquérito contra Resende corre desde 2011. O tucano foi envolvido em investigações da Operação Uragano, deflagrada em 2010. O deputado foi acusado por Eleandro Passaia, ex-secretário de Governo de Dourados (MS), de receber propina em forma de comissão de emendas destinadas a obras da cidade sul-mato-grossense. O esquema de corrupção seria, segundo investigadores, encabeçado pelo então prefeito da cidade, Ari Artuzi, morto em 2013.

O processo contra Resende no STF está sob segredo de Justiça. A relatoria do caso é de responsabilidade do ministro Marco Aurélio.

Divulgação/FPA

Tereza Cristina (DEM-MS) assumirá o Ministério da Agricultura

Agricultura
Nesta quarta-feira (7/11), Tereza Cristina foi anunciada como futura ministra da Agricultura. O nome da deputada foi defendido por membros da FPA. Ela é a primeira mulher anunciada na composição ministerial do futuro governo. É o segundo nome do DEM confirmado na gestão de Bolsonaro. O primeiro é Onyx Lorenzoni, anunciado ministro da Casa Civil.

A bancada ruralista é uma das maiores e mais influentes no meio parlamentar. Na atual legislatura, tem cerca de 200 deputados e um terço do Senado Federal.

O Ministério da Agricultura chegou a ser uma das pastas que Bolsonaro planejava alterações. O presidente eleito cogitou fundir a pasta com a do Meio Ambiente. Após críticas à proposta, inclusive de representantes do agronegócio, Bolsonaro recuou e manteve os órgãos separados.