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O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), defendeu nesta quarta-feira (8/3) que o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, volte “imediatamente” ao cargo para evitar que o ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) — preso pela Lava Jato — ponha um aliado em sua cadeira.

“Política você analisa, compreende pelos sinais que são emitidos. Pelas últimas nomeações e decisões do governo, nós estamos compreendendo que há uma disputa muito grande pelo PSDB, que é legítima, e esse grupo originário da Câmara do PMDB, liderado pelo Eduardo Cunha”, afirmou. “Eu falei hoje para o Moreira (Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência) que era muito importante avisar ao Padilha que volte imediatamente, já que ele está recuperado, para que ele sente na cadeira dele, senão o Eduardo Cunha vai sentar lá o Gustavo Rocha.”

A declaração abriu nova crise entre a bancada e a cúpula do governo. Rocha foi advogado de Cunha e atualmente ocupa o cargo de subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Padilha recebeu nesta quarta-feira, alta médica do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, após ter sido submetido, no último dia 27, a uma cirurgia para a retirada da próstata. Em mensagens enviadas a grupos do PMDB, por WhatsApp, o ministro disse que voltará ao Palácio do Planalto na segunda-feira (13).

Na lista dos “sinais”, Renan citou a reorganização do Centrão, grupo na Câmara que era controlado por Cunha e até hoje abriga adeptos do peemedebista, como Carlos Marun (PMDB-MS), que preside a Comissão Especial da Reforma da Previdência na Casa. Questionado, Marun rebateu Renan e disse que não teve contato com Cunha nos últimos 60 dias.

 

 

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