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O Partido Socialista Brasileiro (PSB) elegeu neste sábado (3/3), durante congresso da sigla em Brasília, a Executiva Nacional que conduzirá os socialistas pelos próximos três anos. Carlos Siqueira, presidente da legenda desde 2014, foi reconduzido ao cargo. Em entrevista à imprensa após a votação, ele afirmou que o partido ainda não decidiu se terá candidatura própria à Presidência da República ou se irá unir-se a alguma sigla maior. No entanto, segundo Siqueira, “nenhuma aliança foi descartada”.

Durante o evento, que reuniu socialistas de todo o país, os dirigentes partidários deram uma guinada à esquerda, criticando ações do governo do presidente Michel Temer como a privatização de estatais e o que chamaram de “desmonte das políticas sociais”. O grupo também assinou resolução na qual se compromete a não apoiar grupos que não estão alinhados programaticamente com o PSB.

Em tese, essa movimentação dificultaria uma aliança com o PSDB. O partido socialista tem uma ligação forte com os tucanos, principalmente em São Paulo, já que o vice-governador do estado, Márcio França, é do PSB e, nas últimas eleições, esteve na chapa do pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin.

Oficialmente, Siqueira afirmou que a dobradinha com o ainda é uma possibilidade. Mas ao ser questionado sobre a proximidade dos tucanos com a sigla que comanda, afirmou que “a interpretação fica por conta de cada um”: “Se tiver coligação, que seja com um candidato ou partido que tenha alinhamento com o PSB”, pontuou.

O presidente socialista também disse que ainda não há decisão sobre a estratégia para a campanha presidencial, mas que o grupo ainda analisa três hipóteses: a candidatura própria, uma coligação ou não se unir formalmente a nenhum grupo. “O grau de incerteza da conjuntura política atual não permite determinar uma tendência. O desejo dos militantes é uma candidatura própria, mas isso ainda vai ser avaliado”, afirmou.

Cargos majoritários
O PSB conta com pré-candidaturas para cargos majoritários nas próximas eleições em 10 unidades federativas: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Pernambuco, Amazonas, Amapá e Distrito Federal. Segundo Carlos Siqueira, também será filiado o vice-governador do Rio Grande do Norte, Fábio Dantas, e existem negociações sobre a filiação do ex-senador pedetista Osmar Dias.

No Distrito Federal, a aposta é a tentativa de reeleição do atual governador Rodrigo Rollemberg. Já em São Paulo, concorre ao governo do estado o atual vice-governador, Márcio França. Em Pernambuco, reduto onde o partido é forte, Paulo Câmara disputa a reeleição. E no Espírito Santo, o ex-governador Renato Casagrande tenta voltar à chefia do estado.