“Quem carregar fuzis nas ruas deve ser abatido”, reforça Witzel

Declaração se refere à chamada "excludente de ilicitude", que exime policiais que matarem em situação de confronto de responsabilidade

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atualizado 12/12/2018 17:28

Ao fim do fórum dos governadores eleitos de todo o país, realizado nesta quarta-feira (12/12) na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Brasília, o futuro governador do Rio de Janeiro (RJ), Wilson Witzel (PSC), voltou a defender a ideia de que pessoas – excluindo autoridades policiais – que carregarem fuzis nas ruas devem ser “abatidas”.

“Quem está carregando um fuzil não está preocupado com a vida alheia”, afirmou Witzel, ao também destacar que um dos alvos de seu governo será o combate ao tráfico de drogas e à corrupção, com o uso da força, se necessário.

A declaração de Witzel se refere à prática chamada “excludente de ilicitude”, pelo qual policiais não podem ser responsabilizados por possíveis mortes que cometerem em situação de confronto. O futuro governador considera que a medida empodera policiais no combate ao crime organizado, enquanto defensores dos direitos humanos a consideram uma espécie de salvo conduto para os agentes do Estado usarem força desmedida ou executarem suspeitos de crimes.

De acordo com o próximo chefe do Executivo fluminense, agentes da polícia que atirarem e eventualmente matarem pessoas (cidadãos comuns) portadoras de fuzis em espaços públicos não devem ser responsabilizadas.

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