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O Partido dos Trabalhadores (PT) reagiu à entrevista com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Rogério Galloro, publicada no jornal O Estado de S. Paulo neste domingo (12/8). Em nota, a legenda criticou o que qualifica como “abuso de autoridade” e “violência jurídica”.

Segundo a sigla, as declarações de Galloro são um retrato do sistema atual e teria como objetivo evitar um novo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

Na entrevista, o diretor da corporação relata detalhes das negociações para prender o ex-presidente e cita que 30 policiais estavam prontos para invadir o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), caso o petosta não se entregasse. Ele detalha também os bastidores da ordem do desembargador Rogério Favreto para soltar Lula e a contraordem do juiz Sérgio Moro em 8 de julho.

“É um verdadeiro retrato do sistema podre no qual estamos submetidos”, diz a nota. “A ilegalidade da prisão de Lula e da revogação do habeas corpus concedido a ele naquele domingo (8/7) já haviam sido denunciadas pela comunidade jurídica. Mas é ainda mais escandalosa a desfaçatez de agentes do judiciário e da Polícia Federal, ao expor em público sua conduta ilegal e as razões políticas que os moveram”, afirma o documento.

O partido pede a sociedade e às forças democráticas para exigirem do Conselho Nacional da Justiça, do Ministério da Justiça e do Senado pronunciamentos sobre o assunto. O documento diz ainda que a sigla não vai aceitar “passivamente a perseguição política e injusta” ao ex-presidente Lula.