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Enquanto o governador Geraldo Alckmin era aclamado como pré-candidato à Presidência da República na tribuna da Assembleia Legislativa neste domingo (12/11), em São Paulo, uma disputa agitava os bastidores da convenção tucana.

Por 49 votos a 48, o tucano César Gontijo venceu o deputado federal Vanderlei Macris na disputa pelo cargo de secretário-geral da sigla no estado. Até o início da convenção, Macris era considerado o franco favorito. O resultado foi um revés para o senador José Serra, que pode postular a vaga de candidato a governador paulista em 2018.

“Serra não é o candidato natural do partido ao governo. Ele é um bom nome, mas existem outros que se apresentaram: (o cientista político) Luiz Felipe d’Ávila e o (secretário de Desenvolvimento Social) Floriano Pesaro. Haverá prévias em São Paulo”, disse Gontijo.

Tucanos ouvidos pela reportagem durante a convenção disseram que o grupo de Serra no PSDB estaria apoiando Macris. Até o momento, o governador Geraldo Alckmin não manifestou preferência por nenhum nome para sua sucessão, mas interlocutores do Palácio dos Bandeirantes avaliam que o nome mais “competitivo” seria o do prefeito João Doria.

O prefeito da capital chegou à convenção ao lado de Alckmin e de Alberto Goldman, seu ex-desafeto. Fez uma das primeiras intervenções (na qual pediu convergência e pacificação), e foi para o Autódromo de Interlagos assistir ao Grande Prêmio de Fórmula 1.

Não se viu, na convenção estadual tucana, nenhum vestígio de que o prefeito ainda está no páreo para o Palácio do Planalto. Por ora, Doria está no páreo sem privilégios na disputa pela sucessão de Alckmin.

 

 

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