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Em reunião executiva nesta quarta-feira (7/2), em Brasília, o PSDB marcou para o dia 4 de março as prévias do partido que definirão quem será o candidato da legenda ao Planalto. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é o preferido dos tucanos, em todos os cenários, para a corrida eleitoral à Presidência da República.

Nas prévias, Alckmin concorrerá com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. O clima no evento foi de tensão. Virgílio apresentou pedido de vista por não concordar com apenas um debate para definir o candidato.

Já o prefeito da capital paulista, João Doria, declarou sua preferência ao deixar a reunião. “Somos pró-Geraldo Alckmin”, afirmou. Doria é um dos postulantes ao governo de São Paulo – o candidato da sigla também deve ser definido em 4 de março, em prévia estadual.

Após a reunião, o governador de São Paulo falou sobre a reforma da Previdência, cujo novo texto foi apresentado na Câmara em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (7/2). “Já tínhamos fechado a questão (sobre a reforma) e estamos num processo de convencimento. Acredito estarmos indo bem no número de deputados que serão favoráveis.”

Confiante, Alckmin falou dos planos caso seja eleito. “O governo não deve se comportar como empresário. Temos de privatizar ou extinguir tudo que for possível. O papel do Estado é de regulador e fiscalizador, eu vou sim fazer a privatização. Por outro lado, vamos investir em parcerias público-privadas e atrair investimentos. Temos que ter um bom marco regulatório pra isso”, projetou.

Aliança
A perspectiva de uma aliança entre PSDB e PSD reforça a possibilidade de Alckmin ser alçado a candidato único do centro para a presidência em uma grande coligação governista. Isso garantiria um tempo amplo de TV no horário eleitoral.

Pela estratégia do PSD, esse alinhamento se repetiria em São Paulo: o partido indicaria o candidato a vice (provavelmente Gilberto Kassab) em uma eventual chapa para o governo estadual. A preferência da sigla, que tem quatro pré-candidatos, é por João Doria.

Kassab tratou do assunto em uma reunião reservada com Alckmin na segunda-feira (5/2), em São Paulo. Por esse arranjo, o MDB também entraria na coligação, que teria um perfil “francamente governista” e preservaria Temer na campanha paulista, base do presidente.

 

 

 

 

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