Previdência: Bolsonaro abre mão dos estados para agilizar aprovação

Proposta foi aprovada nesta terça e, após votação de destaques, segue para o Senado. Presidente não quer retorno do texto à Câmara federal

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 07/08/2019 14:35

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse ser contrário a uma nova inclusão do sistema de capitalização e de regimes especiais para estados e municípios no texto atual da reforma da Previdência, que será analisado pelo Senado. O que o chefe do Executivo quer evitar é a volta da proposta à Câmara federal, o que seria necessário caso os senadores incluam algum outro ponto na redação aprovada pelos deputados.

“O que a gente pretende, eu pretendo, é que o que sair da Câmara vamos tentar aprovar no Senado, em havendo lá concordância. Porque senão volta para a Câmara. E a gente quer evitar voltar para a Câmara”, explicou o mandatário da República, após tomar café da manhã com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes e com o deputado Fábio Faria (DEM-RN).

Bolsonaro parabenizou Maia pela condução, na Câmara, da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06, que altera as regras de aposentadoria. “Parabéns ao Rodrigo Maia. Esta semana mesmo, se Deus quiser, [a reforma] vai para o Senado”, disse.

Com 370 votos a favor, 124 contrários e uma abstenção, a Casa aprovou na madrugada desta quarta-feira (07/08/2019), em segundo turno, o texto principal da reforma da Previdência. Eram necessários pelo menos 308 votos, três quintos do total de deputados para aprovar o texto.

Nesta quarta, os deputados retomam a votação dos destaques à proposta e, vencida essa etapa, a PEC seguirá para o Senado.

Últimas notícias