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O astronauta Marcos Pontes, que será ministro de Ciência e Tecnologia no governo de Jair Bolsonaro (PSL), esteve durante toda manhã no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde está acontecendo a transição entre o mandato de Michel Temer (MDB) e do futuro presidente da República. Na hora do almoço, Pontes encontrou com os jornalista em um restaurante no local e falou com a imprensa, mas demonstrou ainda saber pouco sobre a Pasta que irá comandar.

“Eu ainda não sei se o ensino superior vai ficar comigo,se você souber você me diz” brincou o astronauta. Segundo ele, a decisão caberá a Bolsonaro e ao futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). “Pode ser que comunicações também não fique comigo”, completou.

“A ideia é valorizar o ensino superior mesmo. Além disso, precisamos formar técnicos. Podemos trazer a tecnologia do Sistema Sesi e Senai, as escolas técnicas também podem ajudar a gente nisso”, completou. O futuro ministro ainda levantou a bandeira da parceria entre a iniciativa privada e as universidades federais.

A legislação tem que ser revista para permitir que universidades recebam recursos diretamente. Há uma série de investimentos em pesquisa, projetos, patentes que interessam e muito as empresas. Essa é uma das minhas bandeiras"
Marcos Pontes

Questionado sobre o programa Ciências Sem Fronteiras, criado pelo governo do PT, Pontes disse não ter decidido ainda seu futuro. “Vamos fazer um raio X do custo benefício do programa, vamos colocar na balança e ver o que mantém, o que aperfeiçoa e o que cancela”, explicou. Ele também não quis comentar o assunto polêmico do momento: o projeto que tramita no Congresso Nacional batizado de Escola sem Parido.

No entanto, Marcos Pontes garante que irá levar a pesquisa para as escolas brasileiras. “Vamos demonstrar para sociedade que é necessário sim investir em Ciência e Tecnologia. Ela foi colocada de lado porque as pessoas não viram a sua importância estratégica. Pretendo levar tudo isso para o ensino fundamental: robótica, astronomia, rádio amador. Tudo isso junto com o Ministério da Educação”, afirmou.