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A Polícia Civil do Rio de Janeiro determinou à corregedoria interna a instauração imediata de um procedimento administrativo para apurar o envolvimento de servidores policiais em suposto dossiê contra o juiz da 7ª Vara Criminal Federal, Marcelo Bretas, e sua esposa, que também é juíza. A suspeita é de que o material tenha sido preparado a pedido do ex-governador Sérgio Cabral.

O comando da Polícia Civil quer saber se agentes da corporação consultaram informações constantes no Sistema de Inteligência do órgão com o objetivo de contribuir para a elaboração do dossiê.

Em nota, a Polícia Civil carioca destacou que “tem o maior interesse de apurar com rigor e celeridade a responsabilidade por eventuais ilícitos administrativas e/ou criminais para que os servidores envolvidos sejam penalizados na forma da lei”.

A corporação informou que está “totalmente à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público Federal” para colaborar com as investigações referentes ao caso.

Encomenda de Cabral
Conforme denúncia divulgada nesta quarta-feira (8/11) na imprensa, o ex-governador teria financiado a montagem de um dossiê contra o juiz que está à frente da Operação Lava Jato e seus desdobramentos no Rio de Janeiro. No dia 23 de outubro, durante audiência com o magistrado, Cabral disse saber que a família de Bretas tem negócios com bijuterias e seria a empresa mais importante do ramo no estado.

A declaração foi interpretada pelo juiz e pelo Ministério Público Federal (MPF) como uma tentativa de intimidação e um indício de que Cabral estaria recebendo informações indevidas dentro da cadeia de Benfica, onde está detido. Por causa disso, o Ministério Público pediu a transferência de Cabral para um presídio federal. A solicitação foi aceita por Marcelo Bretas, mas negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes após a defesa do ex-governador recorrer da medida.

 

 

 

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