PF suspende delegado por erro em sindicância sobre grampo na Lava Jato

Escuta instalada na cela do doleiro Alberto Youssef, em 2014, gravou 260 horas (11 dias) de conversas entre presos da Operação Lava Jato

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atualizado 10/09/2019 18:00

Maurício Moscardi Grillo, delegado da Polícia Federal responsável por uma sindicância com resultado equivocado sobre uma escuta instalada na cela do doleiro Alberto Youssef em 2014, foi punido com uma suspensão de oito dias por “trabalhar mal” na condução da investigação. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

O caso aconteceu logo no início da Operação Lava Jato. Na época, Grillo concluiu que o grampo encontrado na cela de Youssef na Superintendência da PF em Curitiba tinha sido instalado com autorização judicial para investigar o traficante Fernandinho Beira-Mar.

Investigações, porém, descobriram que a escuta foi instalada sem autorização da Justiça e gravou 260 horas (11 dias) de conversas entre presos da Lava Jato, inclusive Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a doleira Nelma Kodama.

Por isso, foram abertas outras sindicâncias e um inquérito policial para descobrir o que motivou a instalação da escuta e se houve tentativa de abafar internamente o episódio, arquivado sem conclusão das investigações.

A suspensão de Grillo foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (09/09/2019). Disney Rosseti, diretor-geral substituto da Polícia Federal, pune o delegado por oito dias “por ter trabalhado mal na condução da sindicância”, ao deixar “de realizar diligências razoavelmente exigíveis e produzindo equívocos relevantes na conclusão do procedimento”.

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