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A Polícia Federal abriu investigações para averiguar a produção de dossiês contra o juiz federal Marcelo Bretas e contra procuradores do Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. Há suspeitas de que Sérgio Cabral, ex-governador do estado, esteja envolvido. As informações são do jornal O Globo.

O ex-governador está recluso desde 17 de novembro do ano passado em Benfica, na Zona Norte do Rio, a pedido de Bretas. A desconfiança é de que Cabral esteja por trás da produção dos documentos sobre o magistrado, que responde pelas ações judiciais da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. O político teria usado sua influência política como ex-governador para encomendar o levantamento sobre a vida de Marcelo Bretas.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio foi requisitada a esclarecer o caso e informou em relatório à PF que um inspetor da 22ª DP, na Penha, havia feito pesquisas no sistema interno da Polícia Civil em busca de anotações criminais nos nomes de Bretas e da esposa, a também juíza Simone Bretas. As pesquisas teriam ocorrido pelo menos em janeiro, maio e setembro de 2017, quando Cabral já estava preso.

Ameaça e pedido de transferência
Durante o último depoimento de Cabral, em 23 de outubro, o ex-governador discutiu asperamente com Marcelo Bretas. O magistrado entendeu que a fala do político era uma ameaça a Bretas e sua família, e ficou convencido de que Sérgio Cabral recebia informações indevidas dentro da cadeia carioca.

Assim, no mesmo dia, Marcelo Bretas determinou a transferência do político para um presídio federal. Dias depois, ficou decidido que ele seguiria para Campo Grande (MS), mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concedeu liminar garantindo a permanência de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro.

 

 

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