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A Polícia Federal (PF) foi ao Palácio do Planalto na semana passada para ter acesso a informações no e-mail e computador de Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado federal e ex-assessor do presidente Michel Temer (MDB). A informação, confirmada por assessores da Presidência, é do blog da Andréia Sadi.

Por isso, de acordo com o blog, o governo não teria se surpreendido, nessa segunda-feira (12/3), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Roberto Barroso pediu a quebra dos sigilos telefônicos e telemático de Rocha Loures e do coronel João Baptista Lima, amigo pessoal de Temer. Ambos são suspeitos de intermediar propina para o presidente da República.

No último dia 27, Barroso já havia autorizado a quebra do sigilo bancário de Temer. Embora o presidente tenha anunciado que entregaria os dados à imprensa, o Planalto afirmou que a divulgação do extrato ainda está “sob exame”.

A autorização de quebra dos sigilos ocorreu no âmbito do inquérito que investiga se o presidente favoreceu de forma indevida o setor portuário ao editar o Decreto dos Portos, publicado em maio de 2017. A medida também atinge o dono da Rodrimar, Antonio Celso Grecco, além de um diretor da empresa, Ricardo Mesquita. A empresa foi contemplada por meio de concessões no Porto de Santos, área de influência do emedebista.

A PF solicitou a quebra do sigilo telemático após encontrar, na casa de Rocha Loures, e-mail do dono da Rodrimar endereçado a um escritório de advocacia para tratar de pagamentos.

 

 

 

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