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A Polícia Federal encontrou evidências em planilhas e extratos bancários que apontam para a existência de R$ 23,6 milhões nas contas pessoais e empresariais do coronel aposentado João Batista Lima Filho, amigo do presidente Michel Temer e tido como seu intermediário para o recebimento de propinas.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o montante está ligado às empresas PDA Projeto e Direção Arquitetônica LTDA. e PDA Administração e Participação LTDA. O coronel também é dono da Argeplan, companhia que ficou conhecida por fechar diversos contratos milionários com o setor público e por ser alvo de investigações.

A PDA Projetos foi citada em negociação de delação premiada feita por um executivo da Engevix. Ele afirmou que havia pago R$ 1 milhão ao coronel Lima por meio de uma subcontratada chamada Alúmi. Segundo a reportagem, a PF investiga se o dinheiro identificado é lícito e qual seria sua origem.

O coronel Lima é investigado junto com Temer em inquérito do Decreto dos Portos, no âmbito da Operação Skala, que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) e apura se o presidente recebeu propina para editar o documento favorecendo empresas do ramo portuário, entre elas, o grupo Libra.

Em resposta à Folha de S. Paulo, o coronel Lima afirmou que não praticou nenhuma irregularidade nem teve conduta ilícita.

Depoimento
Nesta terça-feira (5/6), o dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) sobre o caso. Condenado pela Operação Lava Jato, o empresário avalia possível acordo de colaboração com a PF.