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A ordem para prender o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repercutiu entre as lideranças políticas do Distrito Federal. Presidente do PT-DF e uma das mais aguerridas aliadas de Lula no Congresso Nacional, a deputada federal Erika Kokay (foto em destaque) criticou duramente a decisão do juiz Sérgio Moro, que deu prazo até as 17h de sexta (6/4) para o petista se entregar à Polícia Federal.

“A determinação de Moro é ilegal, arbitrária e golpista. Ainda tinha os embargos dos embargos. Está escrachada a perseguição! É inacreditável a soberba desse ‘juiz’!”, postou Erika Kokay no Twitter.

Ex-governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz também aproveitou a repercussão do pedido judicial para questionar a legitimidade da medida. “Essa agilidade só demonstra o caráter político dessa prisão. Mostra uma articulação muito grande de tirar o Lula da disputa. Portanto, é uma prisão política. Ele seria um preso político. É o maior líder popular no mundo”, comentou Agnelo ao Metrópoles.

Correligionário de Lula, o deputado distrital Ricardo Vale também engrossou o coro dos indignados. “É a confirmação do golpe e do Estado de exceção, pois prender um [ex-]presidente sem prova alguma mostra que o país está retrocedendo do ponto de vista político e jurídico. Estão fazendo isso só com ele. Tem gente que tem gravação, como o Aécio [Neves] e o [Michel] Temer, e nada acontece. Tudo para tirá-lo da disputa. Tudo muito rápido. Eu fico abalado e indignado”, disse o parlamentar.

O distrital Chico Vigilante (PT) também subiu o tom das críticas: “Mergulhamos na ditadura das togas. Hoje, qualquer juizeco pode determinar uma prisão”.

Oposição comemora
Um dos mais combativos oponentes ao Partido dos Trabalhadores, o deputado federal Alberto Fraga, presidente do DEM-DF, comemorou, em tom irônico, a celeridade do pedido de prisão do ex-presidente Lula. “Demorou, né? É o que o povo brasileiro estava esperando, e é com atos como esse que o povo volta a acreditar na Justiça. Eu não bebo, mas costumo brincar que hoje vou abrir uma garrafa de whisky 12 anos.”

Já o presidente regional do PSDB e deputado federal Izalci Lucas preferiu tratar com naturalidade a decisão do juiz Sérgio Moro. “Tem de ser considerada normal, porque a Justiça não pode diferenciar as pessoas perante a lei. Justiça não é para alguns, é para todos”, avaliou.

Para o deputado federal Rogério Rosso, presidente do PSD-DF e ex-aliado do PT, decisão judicial não tem de ser comentada: “Ordem judicial tem que ser cumprida. As instituições do nosso país precisam ser respeitadas”.

Veja vídeos com políticos comentando a decisão