Para encurralar Moro, oposição quer mais “povo” e menos “aristocracia”

Intenção dos deputados é fazer com que Moro caia em contradição ao longo da sua audiência na Câmara, nesta terça

Foto: Hugo Barreto/MetrópolesFoto: Hugo Barreto/Metrópoles

atualizado 02/07/2019 14:53

A oposição já começa a tomar conta do Plenário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A partir das 14h, é aguardada no local a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Mais uma vez, Moro prestará esclarecimentos sobre as conversas vazadas pelo site Intercept Brasil, que seriam entre ele e o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Desde segunda-feira (01/07/2019), partidos de oposição estão se reunindo e traçando estratégias para tentar encurralar o ministro. A intenção dos deputados é fazer com que Moro caia em contradição. Para isso, eles acreditam ser preciso agir de forma direta, sem dar espaço para que a base governista reaja.

“Vamos agir mais como o povo indignado na rua e não como os aristocratas do Senado. Não vamos poupa-lo só porque ele é um ministro. Ela está aqui para responder nossos questionamentos” afirmou Paulo Pimenta (RS), líder do PT na Câmara.

Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da Minoria, ser menos aristocrata não significa tratar Moro com desrespeito. Ela prega que a oposição, ao agir assim, estará fazendo o seu papel. “Aqui somos mais e estamos organizados. Não vai ser fácil para ele”, garante.

Marcelo Freixo (RJ), vice-líder do PSol, também chegou na CCJ cedo. Ele acredita que a sessão desta terça-feira (02/07/2019) será longa e não tem hora para acabar. Por enquanto, deputados do PSL e da base ainda não chegaram. Mas são vistos conversando pelos corredores da Câmara.

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