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Na segunda-feira (4/6), o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o centro político está fadado à derrota nas eleições para o Palácio do Planalto caso não se alie para a construção de um projeto único de poder.

Marun sugeriu aos presidenciáveis desse bloco retirarem suas pré-candidaturas e durante um mês discutirem um programa “arrojado” para tirar o país da crise, antes de decidirem quem será o escolhido para liderar a chapa.

A proposta de Marun inclui o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, lançado há duas semanas pelo MDB à sucessão do presidente Michel Temer. Indagado se o MDB ainda poderia apoiar o PSDB na disputa, o ministro respondeu de forma afirmativa, mas na condição de ser construído um “projeto verdadeiro”.

Marun admitiu, no entanto, ter havido um distanciamento entre o Planalto e o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano. Ele disse não saber nem mesmo do lançamento, nesta terça-feira (5/6), de um manifesto pregando “urgente unidade política” do centro nas eleições.

“O problema é não existir até hoje, no centro, um candidato atrativo, com musculatura eleitoral. Existem concorrentes com extremas dificuldades eleitorais, o tempo está passando e a coisa não avança. Ao contrário”, afirmou Marun. “Todos são ruins como candidatos nesse momento. Ou os partidos requerentes do impeachment (da então presidente Dilma Rousseff) se unem ou é a derrota, pois o segundo turno será entre os extremos.”

O ministro fez questão de destacar ser sua opinião “pessoal” e não do governo, nem do MDB. Sua ideia, no entanto, provocou polêmica logo no domingo à noite, quando ele expôs a proposta no programa Canal Livre, da Band. Ele não escondeu o aborrecimento com Meirelles.

No domingo (3/6), Meirelles disse não querer ser visto como o representante da gestão Temer nas eleições. “Estou tirando o rótulo. Por exemplo, não sou o candidato do mercado, não sou o candidato do governo, não sou o candidato de Brasília.”

Marun reagiu: “Vejo gente preocupada em perder voto por estar do lado do governo. Mas quais votos? Quantos votos tem o Meirelles?”.

 

 

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