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O empresário e ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (PSDB) admitiu ter recebeu recursos da empreiteira Odebrecht no exterior relacionados à campanha de 2010 do então candidato a presidente José Serra (PSDB). O empresário, integrante da coordenação política do tucano, foi responsável pelo acerto de uma parte desse valor fora do país, de acordo com a construtora. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Coelho foi apontado pela empreiteira em negociações de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato como um dos operadores de R$ 23 milhões repassados via caixa dois à campanha de Serra. O criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Coelho, disse que tais valores foram incluídos na adesão do empresário ao recente programa de regularização de ativos no exterior.

Os repasses seriam ressarcimento a Coelho por ele ter adiantado o pagamento de despesas da campanha tucana. A Odebrecht afirmou ainda que o dinheiro foi repassado em uma conta na Suíça.

Procurado pela reportagem, José Serra, atual ministro das Relações Exteriores, garantiu que suas campanhas sempre foram feitas de forma lícita e com as finanças sob a responsabilidade do partido.

Nota enviada pela assessoria do tucano aponta que “o ministro José Serra não comenta supostos vazamentos de supostas delações”. Aponta, ainda, que Serra “reitera que todas as suas campanhas eleitorais foram feitas nos termos da legislação vigente, com as finanças sob a responsabilidade do partido”.

 

 

A delação da Odebrecht indica a prática do crime de caixa dois previsto na legislação eleitoral, que é muito menos grave e tem prazo de prescrição menor que os delitos ligados a corrupção previstos no Código Penal.

 

A empreiteira, também por meio de nora, afirmou que “não se manifesta sobre o tema, mas reafirma seu compromisso de colaborar com a Justiça”.

 

 

 

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