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Em viagem aos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que o Brasil nunca mais será “um país socialista”. A declaração foi dada na noite de sexta-feira (30/11), em entrevista ao jornalista Lou Dobbs, da Fox News, e foi retuitada por Jair Bolsonaro neste sábado (1º/12).

“Estamos muito otimistas porque o Brasil está mudando de uma gestão extremamente socialista para uma economia muito mais liberal. Vim aos Estados Unidos dar os primeiros passos para o resgate da nossa credibilidade e mandar uma mensagem clara de que nunca mais seremos um país socialista”, disse. Segundo ele, o governo eleito está muito animado com a proximidade com os Estados Unidos.

Trump brasileiro
Sobre as comparações entre Jair Bolsonaro e o presidente norte-americano, Donald Trump, que surgiram durante a campanha a partir de alguns posicionamentos considerados mais radicais do presidente eleito, Eduardo Bolsonaro disse que, assim como Trump, seu pai “não segue a agenda dos politicamente corretos”.

“Ele diz o que pensa, gostar ou não é uma escolha de cada um.” Para reforçar a afinidade com medidas adotadas por Trump, Eduardo Bolsonaro voltou a defender a mudança de sede da embaixada brasileira em Israel. “Também adoraríamos mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém”, disse.

De acordo com o deputado, o futuro governo brasileiro, assim como fez Trump, pretende não reconhecer a última eleição na Venezuela, que, em maio, reconduziu Nicolás Maduro ao poder. À época, Brasil, Estados Unidos e outros 13 países não reconheceram a vitória de Maduro.

Reformas
Ao citar as prioridades do presidente eleito, que, segundo o jornalista norte-americano, receberá o país depois de quatro anos difíceis, “de muita corrupção política e deterioração econômica”, Eduardo Bolsonaro destacou como positivas as escolhas do juiz Sérgio Moro, responsável por comandar a Operação Lava Jato, como ministro da Justiça e do economista Paulo Guedes, para a área econômica.

O deputado ressaltou que o Brasil se prepara para passar por uma série de privatizações e por reformas, como a da previdência e a tributária.