No Brasil, mundo político diverge sobre renúncia de Evo Morales

Após pressão das Forças Armadas, Morales renunciou à presidência da Bolívia no início da noite deste domingo (10/11/2019)

Alexis Demarco/APG/Getty ImagesAlexis Demarco/APG/Getty Images

atualizado 10/11/2019 19:32

Logo após a renúncia de Evo Morales à presidência da Bolívia, na noite deste domingo (10/11/2019), vozes da política no Brasil repercutiram o clima tumultuado no país vizinho. Representantes de partidos de esquerda e direita divergem sobre os últimos acontecimentos. Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro disse não acreditar que houve golpe, como alegou o vice de Morales, Álvaro García Liner, que também renunciou.

“A palavra golpe é usada muito quando a esquerda perde, né? Quando eles ganham, é legítimo. Quando eles perdem, é golpe. Eu não vou entrar nessa narrativa deles aí. A esquerda vai falar que houve golpe agora”, afirmou.

No Twitter, o presidente disse que as “denúncias de fraudes nas eleições” deixam uma lição: “O voto impresso é sinal de clareza para o Brasil”, defendeu.

Representantes à direita no espectro ideológico, consideram que a mudança deve gerar estabilidade para o povo boliviano e evitar uma escalada da violência nas ruas. Nomes da esquerda veem na saída de Morales um movimento de resignação diante da pressão das Forças Armadas, que pediram a renúncia do presidente para recuperar a “paz no país”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou em sua rede social a renúncia do presidente boliviano Evo Morales, classificando o episódio como golpe de Estado. “Acabo de saber que houve um golpe de estado na Bolívia e que o companheiro @evoespueblo foi obrigado a renunciar. É lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres”, disse Lula, em sua conta no Twitter.

Últimas notícias