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Presidente nacional do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse na tarde desta quinta-feira (8/2) que não se sente “sabotado” pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pelo fato de ele elogiar e se encontrar com o apresentador Luciano Huck, apontado como possível candidato à Presidência da República neste ano.

“Vivemos momentos na política de incivilidade. Política é arte, ciência ao encontro do bem comum. Nao é guerra, não é mata-mata. Luciano Huck é uma excelente liderança, jovem, amiga do presidente Fernando Henrique já há alguns anos e inclusive nossa, já me ajudou, fez campanha comigo na zona leste quando eu fui candidato a prefeito de São Paulo em 2000”, afirmou Alckmin quando perguntado se FHC está ou não ao seu lado por jornalistas no Palácio dos Bandeirantes após participar de evento público.

“Se (Huck) vai ser candidato cabe a ele definir. O presidente Fernando Henrique é um estadista. Aliás, devo a ele a escolha para ser presidente do PSDB”, completou. Segundo o governador, o termo “incivilidade” foi usado por ele para explicar que hoje não se pode elogiar alguém que já se acha que se está lançando candidato.

“Não me sinto sabotado por ele (pelo fato de FHC se encontrar e elogiar o apresentador). Estivemos juntos sábado retrasado. Ele fez questão de vir aqui tomar um café comigo.”

Prévias
Alckmin anunciou nesta quinta que a escolha do candidato tucano à Presidência da República ocorrerá no dia 11 de março e não no dia 4, como programado anteriormente. Além dele, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, também pleiteia a indicação.

Sobre a sua sucessão no governo estadual, Alckmin voltou a dizer que o PSDB deve fazer prévia para escolha do candidato, mas não defendeu que o PSDB tenha de fato um candidato nem citou o prefeito da capital, João Doria, como essa pessoa.

“Eu não ouvi do prefeito João Doria, que está fazendo um bom trabalho, nenhuma palavra nesse sentido de ser candidato ou não.” De acordo com o governador, quem deseja o cargo deve se apresentar e participar do debate a respeito da data dessa escolha. “Pode ser em março, pode ser em abril.”

No caso de Doria, ele tem até o dia 7 de abril para renunciar ao cargo de prefeito, exigência para participar de nova disputa eleitoral. Se a prévia não ocorrer até lá, o prefeito arriscaria perder seu posto sem a garantia de que disputaria o governo.