Na identidade visual, slogan de Bolsonaro está alinhado à esquerda

Presidente lançou marca do seu governo na sexta-feira (4/1) em vídeo no Twitter. Lema será Pátria amada, Brasil

atualizado 05/01/2019 12:31

Declaradamente seguidor de ideologias do espectro político de direita, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem ao menos um detalhe à esquerda. E é justamente o slogan da nova gestão federal. Na identidade visual do governo Bolsonaro, lançada nessa sexta-feira (4/1), o lema Pátria amada, Brasil não está alinhado à bandeira nacional.

Na versão da identidade visual divulgada pelo presidente no Twitter, a palavra Brasil está recuada para a esquerda, em desalinho à imagem principal. Há quatro possibilidades de texto: justificado (quando ocupa toda a linha de escrita), centralizado, à esquerda e à direita. Logo abaixo do lema, a identificação do governo federal está no modo justificado e equiparado ao desenho da bandeira.

Arte sobre reprodução
Versão do logotipo lançado por Bolsonaro nas redes sociais

O lançamento da identidade visual foi feito por Bolsonaro em um vídeo. A gravação registra que em 2018 o Brasil foi às urnas não apenas para escolher um novo presidente, mas também para “escolher um novo Brasil, sem corrupção, sem impunidade, sem doutrinação nas escolas e sem a erotização de nossas crianças”.

A peça conclui: “Fomos às urnas para resgatar o Brasil”. Só após essas frases, a marca da nova gestão federal se forma na tela. Veja o vídeo, abaixo:

Slogans
A palavra Pátria já havia sido adotada em slogans de governos passados. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) escolheu para marcar o seu segundo mandato a expressão Brasil, Pátria Educadora. No primeiro mandato da petista, a expressão era País rico é país sem pobreza.

O sucessor de Dilma, Michel Temer (MDB), preferiu Ordem e Progresso. No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o slogan era Um país de todos.

Economia
Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República, a decisão de lançar a logomarca por meio dos perfis de Bolsonaro nas redes sociais representou economia ao erário.

“Além de inédita, a iniciativa representa uma economia de mais de R$ 1,4 milhão para os cofres públicos. Esse seria o custo previsto caso a ação fosse realizada pelos canais tradicionais de TV”, diz o comunicado da Secom.

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