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Fiéis escudeiros do presidente Michel Temer (PMDB-SP), os deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcísio Perondi (PMDB-RS) comemoraram a notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pode anular os benefícios do acordo de delação premiada dos executivos da JBS. Os parlamentares, que acompanhavam o chefe do Executivo nacional em viagem à China, sequer esperaram o desembarque no Brasil para comentar o caso.

Marun e Perondi enviaram vídeos e mensagens pelo WhatsApp festejando o revés sofrido pela Operação Lava Jato. O deputado sul-mato-grossense afirmou que preferiu nunca se “fingir de ignorante para agradar os desinformados” diante das revelações do empresário Joesley Batista, que gravou uma conversa com Temer no Palácio do Jaburu.

“Eu confio no presidente e era evidente que ‘neste mato tinha coelho'”, disse. Segundo o deputado, ele preferiu não ficar “inerte” e enviou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo investigação sobre a atuação do procurador Marcelo Miller. “Fico feliz, fico até com uma paz de espírito, tenho vontade de sair gritando ‘eu já sabia, eu já sabia’, mas não é isso que eu vou fazer”, afirmou.

Perondi, por sua vez, disse que foi “surpreendido” com a notícia de que a PGR estava reavaliando a delação do grupo JBS “A Justiça não tarda, a Justiça chega. Queira Deus que o procurador tenha serenidade, equilíbrio e revise toda a delação desse empresário bandido (Joesley) e seus comparsas. O prejuízo do Brasil na primeira denúncia é inestimável, mas agora a Justiça será feita”, disse o peemedebista.

Os dois deputados integraram a tropa de choque que trabalhou para barrar o avanço da denúncia por corrupção passiva apresentada em junho por Janot. Marun também foi um dos mais fiéis aliados do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele votou contra o pedido de cassação do peemedebista, hoje preso em Curitiba (PR) pela Lava Jato.

 

 

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