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O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, declarou nesta quinta-feira (8/11) que não viajará ao lado do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, Mourão informou que retornará ao Rio de Janeiro em um voo comercial e pago por ele.

A declaração foi feita após polêmica sobre os dois terem viajados juntos na mesma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) na última terça-feira (6/11). A prática desrespeita uma orientação de segurança seguida mundialmente, segundo a qual não se deve transportar juntos os dois primeiros nomes da linha de sucessão presidencial.

O episódio foi registrado em foto que correu a internet e acabou seno criticado por auxiliares do Palácio do Planalto e integrantes das Forças Armadas. Para os críticos, mesmo antes da posse, ambos devem ser transportados em aeronaves diferentes. Esse protocolo é seguido também por membros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que cuida da segurança presidencial.

Para o General José Elito Carvalho, ex-ministro do GSI, a prática mostra bom senso e é adotada a anos no país.

A recomendação é feita para se evitar a deflagração de uma crise institucional caso a aeronave sofra um acidente e nenhum dos dois passageiros sobreviva, criando incerteza sobre o comando do país.

Na Polônia a queda do avião que carregava o então presidente Lech Kaczynski, a primeira-dama e vários membros do alto escalão do governo criou uma instabilidade política em 2010. Tudo poderia ter sido evitado com a utilização de voos separados para os membros do governo.