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Um dos principais articuladores do presidente Michel Temer (MDB), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, é um dos cotados para assumir o Ministério de Minas e Energia (MME). Na quinta-feira (5/4), Fernando Coelho Filho entregou sua carta de demissão para reassumir o mandato de deputado federal e disputar as eleições em outubro. A sucessão na pasta segue indefinida.

Até quinta, o nome mais forte era o do secretário executivo da pasta, Paulo Pedrosa, considerado um nome técnico e que conta com o apoio das equipes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento. Ele trabalhou na elaboração do projeto de lei de privatização da Eletrobras, em tramitação na Câmara.

Mas pressões políticas vindas do MDB, que comanda a pasta há muitos anos, se intensificaram nos últimos dias. A indicação de Moreira Franco seria uma forma de garantir seu foro privilegiado. O deputado federal Saraiva Felipe (MDB-MG) também teria pleiteado o cargo.

No Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação de autoria da Rede questiona a Medida Provisória que deu a Moreira Franco o status de ministro. Chamada para se manifestar, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi favorável a uma liminar para suspensão da eficácia da MP até o julgamento de mérito da ação.

Uma das bandeiras que Moreira Franco pode aproveitar na pasta é a privatização da Eletrobrás, ele conduz o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).