Ministro sobre embaixada: “Eduardo tem uma credencial significativa”

Para o secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira, o deputado federal e filho de Jair Bolsonaro é qualificado pelo parentesco que tem

Michel Jesus/ Câmara dos DeputadosMichel Jesus/ Câmara dos Deputados

atualizado 15/07/2019 15:36

Em meio a uma acusação de nepotismo por parte de Jair Bolsonaro (PSL) ao indicar que o filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), poderia assumir o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o secretário-geral da Presidência, Jorge Oliveira, afirmou que o parlamentar é qualificado justamente pelo parentesco com o chefe do Executivo.

“Vejo a ocupação diplomática como de responsabilidade grande, mas ela se faz pela credencial. Obviamente que ele tem uma credencial junto ao pai que é muito significativa. Com certeza, com uma boa assessoria e o conhecimento que ele já tem, com os preparos que já adquiriu, poderia ser de fato positivo para o país”, justificou.

Questionado sobre as acusações de nepotismo, o ministro explicou que a indicação não entra no conceito da palavra, uma vez que o cargo é “evidentemente político”. “Eu respeito a decisão de quem entende que haja nepotismo, mas eu discordo. Entendo que não é porque é um cargo evidentemente politico”, afirmou.

Ainda, ele comentou que o parentesco não deveria ser um impeditivo para assumir determinadas funções. “O nepotismo veda ou busca impedir que pessoas sejam beneficiadas sem as condições para determinados cargos. Mas também um vinculo de paternidade, um vinculo familiar não pode ser impeditivo para que as pessoas possam desempenhar suas funções”, disse.

Na ocasião, ele lembrou que o deputado ainda será sabatinado pelo Senado Federal e que o parlamento será o responsável pela posse de Eduardo como embaixador.

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