Menino chamado de “problemático” ganha festa com Damares e Bolsonaro

O caso do garoto Arthur, de 2 anos, chamou a atenção da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

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atualizado 03/09/2019 13:03

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) interrompeu a agenda para participar de uma festinha para o menino Artur, de 2 anos, feita no Ministério da Mulher, da Famílias e dos Direitos Humanos. A criança, que tem autismo, não foi convidada para uma festa de aniversário por ter sido considerada “problemática”. Após esse episódio, a mãe do garoto, Sara Onori, fez um desabafo nas redes sociais sobre a situação.

O caso do menino Arthur chamou a atenção da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que fez uma festa de aniversário nesta terça-feira (03/09/2019) para receber a criança. Além do presidente da República, compareceram ao evento a primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro, e o ministro da Cidadania, Osmar Terra. A imprensa foi impedida de entrar no local.

Nas redes sociais, a ministra compartilhou os preparativos para a festa e a chegada do menino Arthur a Brasília. “Veja quem chegou! É aquele lindo menino que tem autismo e não foi convidado para uma festinha de aniversário por ‘ser problemático'”, disse.

Entenda
Sara recebeu uma mensagem no WhatsApp de uma remetente identificada apenas como Viviane. “Oi, Sara! Eu vi que você está no grupo das meninas. Nós estávamos falando da festa do Ruan. Não quero que você fique mal, mas não vou convidar você por causa do seu filho que é meio problemático. As outras crianças vão ficar incomodadas. Espero que entenda. Desculpa”, dizia o texto.

Ela, então, decidiu responder com um desabafo nas redes sociais:

“Viviane, eu agradeço sua mensagem. Meu filho não gostaria de ir à festinha do Ruan, e eu também ficaria muito incomodada caso ele fosse convidado. Meu filho não é ‘problemático’. Ele é autista e é muito feliz e abençoado. Extremamente protegido pelo seu anjo da guarda, que acaba de mostrar um livramento. É que eu e minha família temos um alicerce principiológico, onde o respeito impera, ensinamos a respeitar o próximo. Queremos que ele, no futuro, possa conviver em uma sociedade mais justa, onde na arena da vida não só apenas os ‘perfeitamente normais’ sejam vencedores.”

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