MEC: novo ministro fala em “sabotagem” e diz não aceitar “vazamentos”

No primeiro dia no comando da pasta, Abraham Weintraub também demonstrou preocupação com brigas internas e posturas inadequadas

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atualizado 11/04/2019 13:47

Ao assumir oficialmente o comando do Ministério da Educação (MEC), nessa quarta-feira (10/4), o ministro Abraham Weintraub informou que quer evitar “sabotagem” e ainda disse que não vai aceitar vazamentos de informações da pasta. A informação é do jornal O Globo.

As declarações foram feitas durante reunião reservada com Carlos Nadalim, secretário nacional de Alfabetização. O diálogo foi ouvido pelo O Globo após um telefonema feito para o ministro. Weintraub atendeu a chamada e deixou o celular ligado.

De acordo com a reportagem, na conversa, Weintraub também demonstrou preocupação com as brigas internas entre as alas ideológica e militar. Isso porque, durante a gestão do venezuelano Ricardo Vélez Rodriguez, nos três primeiros meses de governo, o MEC foi alvo de diversas polêmicas – que ocasionaram a demissão do ex-ministro da pasta.

O ministro ainda comentou sobre posturas inadequadas na pasta e disse que se alguém “toma uma posição sem autorização da chefia” será “mandado embora”. Segundo O Globo, Weintraub destacou que o órgão não vai mais se pautar pelo que é noticiado pela imprensa e que não quer ninguém fazendo “barulho” no ministério.

“Não pode sair falando. Se ele toma uma posição sem autorização minha, é mandado embora no mesmo instante”, disse o ministro, que continuou a falar sobre o vazamento de informações. “Quem deu autorização? Sabotagem”. Em outro trecho da conversa, o novo ministro informou que havia integrantes do MEC “totalmente conectados” com a imprensa.

 

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