Mais de 80% do Congresso Nacional é a favor da reforma da previdência, segundo pesquisa da FSB, publicada nesta segunda-feira (11/2). No senado, 89% dos eleitos concordam com a medida, e mais de 80% dos deputados é a favor das mudanças.

Os dados apontam que a preferência pela reforma é consequência da formação de um novo Congresso, onde 86% dos eleitos pela primeira vez defendem a iniciativa. Porém a estatística continua alta entre os antigos da casa, com 78% de aprovação.

Todos os eleitos pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e pelo PSDB apoiam a reforma, e 95% do emedebistas e congressistas do PSD concordam com a medida. O PT foi a única legenda que apresentou recusa quanto à iniciativa, em que somente 37% acredita que a Previdência deve passar por reformulações e 7% olham a reforma com urgência. O segundo partido com menor aceitação é o PSB, com 69% de aprovação.

A iniciativa é uma preocupação maior aos senadores, dos quais 85% defendem a proposta com prioridade, e 75% dos deputados entendem que a reforma deve ser votada com urgência.

Apesar de a maioria do Congresso concordar com uma mudança nas regras, há uma divergência quanto às resoluções. Mais de 90% do Senado concorda que deve haver uma idade mínima para a aposentadoria. Na Câmara, a ideia se restringe a 69%. Entre os defensores da medida estão os antigos da casa. Quase 80% dos reeleitos concordam com a idade mínima.

Sobre a diferença de gênero, a mesma parcela dos congressistas é contra a idade de 65 para homens e mulheres. Mas 48% do Senado concorda que a mulher deve aposentar três anos antes, e 37% da Câmara acredita que os homens devem ter três anos a mais de serviço para se aposentar.

A FSB ouviu 235 deputados federais e 27 senadores da República para a pesquisa.