Maia recebe líderes partidários para articular reforma da Previdência

Um dos pontos discutidos na Residência Oficial da Câmara é a inclusão dos estados e municípios nas mudanças no sistema de aposentadoria

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 06/07/2019 15:08

O presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aproveitou o sábado (06/07/2019) para se reunir com líderes partidários e discutir a votação da reforma da Previdência, marcada para esta segunda-feira (08/07/2019), em sessão extra no plenário da Casa.

O encontro com os parlamentares foi agendado para esta data porque o democrata viaja ao Rio de Janeiro neste domingo (07/07/2019). Maia vai assistir à final da Copa América, no Maracanã, onde Brasil e Peru se enfrentarão.

A reunião começou às 10h, na Residência Oficial da Câmara dos Deputados. Participam do encontro o líder do centrão, Arthur lira (PP-AL), o deputado Omar Aziz (PSD-AM), e o ministro encarregado pela articulação com o Legislativo, Luís Eduardo Ramos, da Secretaria do Governo (Segov). Também integra o grupo o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho.

São necessárias duas sessões em plenário para a matéria ser votada. A da última sexta-feira (05/07/2019) foi cancelada, pois apenas sete deputados estavam presentes. A expectativa é de que a pauta seja encerrada até quinta-feira (11/07/2019).

Um dos principais temas discutidos é a inclusão dos estados e municípios na reforma. Nessa sexta (05/07/2019), Maia afirmou à imprensa que o ponto inviabiliza a aprovação da Previdência. Comentou ainda que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sempre defendeu a classe policial, que briga por mais benefícios no texto. E, por fim, ressaltou que todas as categorias serão consideradas.

Segundo Aziz, a expectativa de Maia é aprovar a reforma na casa nesta semana e encerrar o assunto no Congresso o mais breve possível. “Existe essa vontade, você vê que há um esforço. A Câmara já fez 99%, praticamente, e, no Senado, a reforma chegou bastante acomodada”, contou.

Apesar de ser o único senador presente na reunião, ele garantiu que os líderes não anteciparam a discussão no Senado e conversaram somente sobre os trâmites na Câmara dos Deputados. Porém, ele comentou que, provavelmente, o relator da comissão especial no Senado seja o Tasso Jereissati (PSD-CE), nome já adiantado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

À imprensa, ele disse que o novo articulador do governo, general Ramos, veio ao encontro para concretizar a vontade do Executivo de conversar com o Legislativo.

Além disso, o líder afirmou que a inclusão de estados e municípios na Previdência não foi discutido na reunião, mas que vai ser “difícil” realizar a mudança. “É um assunto que eles devem tratar entre eles, mas eu acho difícil nessa altura do campeonato haver alguma mudança”, adiantou.

Articulação

O esforço da maioria da Câmara em concluir a votação da reforma entre quinta (04/07/2019) e sexta foi uma demonstração do apoio dos partidos à pauta e resultado da articulação do presidente da Casa, Rodrigo Maia. Agora, para convencer 308 dos 513 deputados, ajustes deverão ser negociados.

Além disso, o governo terá de lidar com a pressão de políticos de centro por emendas e cargos. Os parlamentares têm insistido que precisam de contrapartidas para votar a favor da reforma. Segundo técnicos do Orçamento, o valor liberado, até o momento, não é suficiente para que deputados recebam os recursos prometidos pelo Planalto na negociação da PEC.

A cada um foi proposto um valor de R$ 20 milhões — metade na votação em 1º turno da PEC e a outra parte na segunda etapa do plenário. O governo teria de despender, portanto, R$ 6 bilhões para agradar aos 308 aliados, se todos esses entrarem na negociação de emendas.

 

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