*
 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse nesta sexta-feira (7/12) que não teve a oportunidade de ler sobre o confronto entre a deputada Joice Hasselmann (PSL/SP) e o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), filho do presidente eleito. “Não tive a oportunidade de ler. Saí muito cedo hoje”, disse, na saída de evento organizado pela Abiquim. Mesmo assim, Maia afirmou que o assunto se trata de “um problema interno do PSL”. “Não tenho que me meter nisso”, disse.

Segundo reportagem do jornal O Globo, em conversa no aplicativo Whatsapp que reúne a bancada do PSL, Eduardo criticou a deputada Joice por causa de sua tentativa de “atropelar” os colegas. Eduardo a chamou de “sonsa” e disse que Joice tem “fama de louca”. Segundo o deputado, salta aos olhos a intenção da colega de ser líder do partido.

Nesta sexta-feira, um novo conjunto de mensagens obtido pelo O Globo mostra que a briga no grupo de WhatsApp do PSL, protagonizado por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP), terminou no início da noite de quinta-feira (6) em clima de ruptura.

Depois de uma troca de farpas que durou o dia todo, Joice voltou a se indispor com o filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro: “Eduardo, não admito nem te dou liberdade para falar assim comigo, ou escrever algo nesse tom. Não te dei liberdade pessoal nenhuma, portanto, ponha-se no seu lugar”.

Previdência
Rodrigo Maia fez enfática defesa da importância de se dar continuidade aos debates sobre a reforma da Previdência no Congresso. “Não haverá nenhuma outra agenda nos próximos 12 meses que possa superar, tirar da pauta, a reforma da Previdência. Nada do que a gente possa discutir aqui ou em qualquer ambiente pode superar o tamanho do problema previdenciário”, disse.

Maia aproveitou a oportunidade para destacar as dificuldades enfrentadas pelo país, tanto na área econômica como na política, e aproveitou para elogiar a atuação conjunta do Executivo e do Judiciário na aprovação de reformas, como a trabalhista e o teto dos gastos. “Muita coisa foi feita entre os poderes em temas que estavam travados há muitos anos”, afirmou.

Ele lembrou que muitos políticos e alguns opositores criticam o teto dos gastos, que seria uma forma de barrar os investimentos em saúde e educação. Segundo o presidente da Câmara, o que impede investimentos nessas áreas não é o teto dos gastos. “O problema de não termos investimentos em saúde e educação é por que o Brasil gasta em despesas obrigatórias quase todo o seu orçamento”, cravou. Maia afirmou ainda que a defesa enfática da reforma da Previdência pode ter sido um dos motivos de ele ter “sofrido” para se reeleger a deputado federal.