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Em uma carta apresentada como “Manifesto ao povo brasileiro”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há dois meses e condenado pela Operação Lava Jato, declarou que será candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República. Segundo o petista, um reencontro com o povo brasileiro só não ocorrerá se ele morrer.

“E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro. E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar”, escreveu Lula. Enquanto Lula está preso em Curitiba, a legenda faz nesta sexta-feira (8/6) um ato de lançamento oficial da pré-candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto.

Lula considera uma candidatura este ano como o compromisso de sua vida. Na carta, ele acenou para a Justiça Eleitoral, que julgará eventual registro de sua candidatura. O partido pretende registrá-lo no dia 15 de agosto.

“Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa”, diz o manifesto.

O petista alegou ser inocente do processo sobre o triplex do Guarujá e se considera um preso político. De acordo com ele, sua candidatura representa “esperança” para o Brasil.

Alianças
Em uma referência a alianças com outros partidos de esquerda, Lula disse ter certeza que forças aliadas terminarão unidas na campanha eleitoral. “Temos de unir as forças democráticas de todo o país, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de Brasil mais solidário e mais justo”.