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A defesa do ex-presidente Lula protocolou nesta segunda-feira (6/11), suas alegações finais referentes à ação penal em curso na 10.ª. Vara Federal de Brasília que trata da suposta compra do silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró.

Os advogados de Lula analisaram os 31 depoimentos colhidos ao longo da instrução do processo, incluindo o do próprio Cerveró.

A investigação foi aberta com base na delação do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS) que relatou à Procuradoria-Geral da República que Lula teria se empenhado para a compra do silêncio de Cerveró, que, na ocasião – novembro de 2015 – estava fechando acordo de delação premiada.

Para a defesa, os depoimentos ‘demonstraram, de forma clara e absoluta, ser fantasiosa a versão apresentada por Delcídio do Amaral em seu acordo de colaboração premiada’.

“Esses depoimentos comprovaram que Lula jamais praticou qualquer ato objetivando impedir ou modular a delação de Cerveró”, assinala a defesa, sob responsabilidade dos criminalistas Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio.

Nas alegações finais, a defesa pede a absolvição de Lula com base no artigo 386, II, do Código de Processo Penal por “inexistência de prova do fato imputado”.

Os defensores do ex-presidente pedem, ainda, “providências para que seja reconhecida a nulidade da delação premiada de Delcídio”. Os advogados de Lula sustentam que “Delcídio estava agindo em interesse próprio”.

“O Ministério Público já havia pedido a absolvição do ex-presidente Lula em suas alegações finais”, assinala a defesa. “Segundo a peça, ‘Delcídio estava agindo em interesse próprio. E Cerveró estava sonegando informações apenas no que se refere a Delcídio, e não sobre Lula, a quem inclusive imputava fatos falsos apenas no intuito de proteger Delcídio’.”

“Ainda de acordo com o Ministério Público Federal, ‘o chefe do esquema sagrou-se livre entregando a fumaça’.”

 

 

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