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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai acompanhar o julgamento desta quarta-feira (4/4) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), ao lado de antigos colaboradores. Segundo pessoas próximas, o petista está otimista quanto a um desfecho favorável de seu caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para os aliados de Lula, o habeas corpus deve ser concedido por placar apertado de 6 a 5 ou algum ministro do STF pedirá para que ações sobre prisão após decisão de segunda instância sejam julgadas antes do caso do ex-presidente, mantendo o petista em liberdade.

A defesa deverá aguardar a movimentação dos ministros do Supremo antes de realizar intervenção na sessão desta quarta-feira (4). Na noite de terça (3), os advogados de três escritórios que o representam se reuniram em Brasília.

“Alguma questão de ordem ou de fato, em tese, é possível. Pode vir a surgir diante do julgamento, de afirmação que seja factualmente incompatível ou alguma outra coisa relevante. Isso pode ocorrer. Mas não há nada definido”, disse o advogado Cristiano Zanin Martins.

Desde terça, um grupo pequeno composto por militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) faz vigília na frente do prédio de Lula, em São Bernardo do Campo. O objetivo é impedir que o local seja tomado por manifestantes favoráveis à prisão do petista.

Nesta quarta, o prédio do sindicato deve ser cercado desde o início da manhã por um cordão de metalúrgicos solidários a Lula. Dentro do sindicato, ficarão apenas os amigos mais próximos do ex-presidente e integrantes da atual diretoria.

Embora o clima seja de otimismo, a ideia é não deixar Lula sozinho em caso de uma decisão desfavorável. Manifestações que poderiam dificultar a execução de uma eventual ordem de prisão contra o ex-presidente foram descartadas e desencorajadas pelo próprio político.

O PT vai concentrar seus esforços de mobilização em Brasília, na frente do STF, para onde pretende levar cerca de 10 mil pessoas. O partido avalia que os atos a favor da prisão do petista devem ser esvaziados.

Defesa
“Estas manifestações não terão repercussão nenhuma. Nossa expectativa é que o HC seja concedido, tendo em vista o texto constitucional ser literal quanto à presunção de inocência”, disse o deputado Paulo Teixeira (SP), um dos vice-presidentes do PT. Nas demais cidades, o partido fará panfletagens em defesa de Lula e organiza pequenos atos.

 

 

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