O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL-GO), avaliou positivamente seu primeiro desafio em plenário. Para ele, a aprovação do projeto de lei sobre sanções para pessoas e empresas que lavaram dinheiro ou cometeram atos de terrorismo, nesta terça-feira (12/2), foi “uma vitória importantíssima”. Ele, porém, minimizou as alterações impostas por alguns partidos ao texto final.

“O primeiro teste de fogo foi excepcional, em algo que é importantíssimo e também reforça a capacidade do Brasil de combater o terrorismo”, disse ao fim da sessão. Desde que foi indicado para o cargo, Vitor Hugo vem enfrentando críticas de seus pares, que o consideram inexperiente.

Apesar de o próprio partido do presidente Jair Bolsonaro, o PSL, ter dificultado a votação, o deputado afirmou que o debate que foi feito no início das discussões sobre a proposta “é algo natural”. “É muito bom que haja o debate. O local para isso acontecer é no Parlamento. Havia uma preocupação sobre se esse projeto de lei feriria ou não a soberania nacional e a gente fez um trabalho de convencimento aqui no plenário para mostrar que não feriria”, disse.

Vitor Hugo afirmou que as mudanças feitas à proposta original foram chanceladas pelos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, com quem ele manteve contato telefônico durante a sessão.

“O texto que se chegou a um consenso foi construído com a participação dos ministros. Não houve nenhum tipo de resistência com o texto que foi aprovado”, disse.