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Um dia após ter sido preso, o empresário e sócio da OAS, Léo Pinheiro, recorreu à Justiça para dar um novo depoimento sobre o processo que envolve o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Pinheiro foi preso por tentativa de obstrução da Justiça, acusado pelo juiz Sérgio Moro de pagar propina de R$ 5 milhões para que Gim não revelasse os nomes de empresários envolvidos em esquemas de propinas na CPI da Petrobras.

A nova oitiva foi concedida por Sérgio Moro e está marcada para o dia 13 de setembro, às 13h30. Na última vez que Léo Pinheiro encontrou com Moro oficialmente, preferiu ficar em silêncio. A sessão ocorreu em 1º de setembro, quando o juiz suspendeu o acordo de delação premiada. Com a mudança na estratégia de defesa do acusado, espera-se que ele “esclareça aspectos relevantes” e garanta o andamento da investigação sem interrupções.

Dessa vez, ele promete falar. O advogado de defesa do empreiteiro, Edward Carvalho, confirmou o pedido e disse que o objetivo é apenas que ele possa “contribuir com a investigação”.

Fontes próximas ao executivo, no entanto, avaliam que o seu depoimento será o mais contundente contra o ex-senador. “Tudo que saiu até agora não terá comparação com o que virá desse depoimento”, disse uma fonte sob condição de anonimato.

 

 

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