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O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic), Gilberto Kassab, se manifestou nesta quinta-feira (1º/11) contrário à possibilidade de uma eventual extinção da Telebras, proposta que está sendo discutida pela equipe de governo do futuro presidente, Jair Bolsonaro (PSL).

“Se me ouvirem, vou mostrar a importância que a empresa tem para o Brasil. E tenho certeza de que, como este será um governo bem-intencionado, que buscará o melhor para o povo brasileiro, vai entender que o serviço que a Telebras está prestando e vai prestar, nenhuma outra instituição pública prestará”, disse o ministro, referindo-se aos ganhos que a empresa estatal passará a aferir com a gestão do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas.

“Custo este que agora será recuperado com as receitas que a empresa vai ter”, acrescentou Kassab, ao participar, em Brasília, da comemoração pelos 21 anos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

“Teremos serviços na Saúde, Educação, Agricultura, em todos os cantos do país. E ninguém [além da Eletrobras] está habilitado a fazê-los em curtíssimo prazo”, acrescentou.

Estratégica
Presente ao evento da Anatel, o presidente da Telebras, Jarbas José Valente, disse ainda não ter sido consultado por qualquer membro da equipe do futuro governo. Para ele, a estatal é estratégica por auxiliar na integração do país por meio das telecomunicações. “Para mim, a Telebras é uma empresa de Estado, estratégica para o governo.

Do ponto de vista de operar um equipamento importantíssimo e de levar serviços como a banda larga para localidades rurais, o que muda o país”, afirmou Valente. Ele lembrou que a empresa também oferece ao Estado um serviço seguro de comunicações e conta com uma ampla rede de fibra óticas.  Valente acredita que, já na próxima semana, terá oportunidade de apresentar aos integrantes da equipe de transição os projetos da estatal.

Ensino superior na Ciência e Tecnologia
Kassab, manifestou otimismo com a possibilidade de o futuro governo transferir para a pasta hoje sob sua responsabilidade a atribuição de cuidar do ensino superior. A proposta de levar para o Mctic a responsabilidade de definir os critérios, parâmetros e políticas públicas para o ensino superior, ainda em estudo, faz parte da reestruturação ministerial cogitada pela equipe do  presidente eleito Jair Bolsonaro, que, ainda durante a campanha, prometeu reduzir o número de ministérios.

Para Kassab, “há lógica” em atrelar o estímulo ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia à gestão do ensino superior público e privado. “Acredito que possa dar certo. Até porque as atribuições do Ministério da Educação serão ampliadas com a soma daquelas hoje vinculadas aos ministérios da Cultura e do Esporte”, disse Kassab.