Categorias: Política

Joice cai atirando e denuncia milícia virtual pró-Bolsonaro

Destituída do cargo de líder do governo no Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) decidiu cair atirando. Em entrevista ao colunista Chico Alves, do UOL, nesta quinta-feira (17/10/2019), a parlamentar aponta o que, segundo ela, “todo mundo sabe”, numa referência ao que chamou de “milícia virtual” – defensores do governo que direcionaram ataques e críticas a ela nas redes sociais. “São pessoas interligadas em todo Brasil, algumas recebendo para isso e outras não. Muitos robôs. Já sabia e não estou nem aí para isso”, denunciou.

Antes ferrenha bolsonarista, Joice não poupou críticas ao presidente – “tem uma inteligência emocional de -20, não é nem zero” – e ao líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) – “um nada”.

“Posso seguir em frente [após perder a liderança] sem flexibilizar. Tive que ficar neutra quando gostaria de mostrar que eles (o governo) estavam errados em algumas decisões. Num ambiente de desinteligência e beligerância precisava de alguém para construir pontes”, ressaltou.

“Toquei toda a liderança do Congresso e da Câmara, porque o líder da Câmara, todo mundo sabe, coitado, é um nada. Todo mundo sabe que as derrotas que o governo teve na Câmara foi por causa desse menino. Entreguei a reforma da Previdência, o PLN que deu ao presidente Jair Bolsonaro R$ 248 bilhões e livrou o presidente do impeachment. Saio com meu dever cumprido”, completou.

Traição
A perda do cargo de líder foi uma retaliação imposta por Bolsonaro a Joice pelo fato de ela ter assinado a lista dos deputados que não queriam tirar o Delegado Waldir da liderança do PSL na Câmara, para empossar o filho 03 do presidente, Eduardo.

“Não assinei aquela lista para destituir o líder porque achei uma traição. O próprio nome do Waldir foi defendido pelo Eduardo Bolsonaro no começo do ano. Eu queria eleição, fizemos um embate por isso. E agora, aos 48 do segundo tempo, querem voltar atrás? Eles não têm palavra? Eu tenho palavra”, disse.

Castiguinho
Para o futuro, Joice garante que vai disputar a Prefeitura de São Paulo. “[Sou] candidatíssima. A minha ideia é trazer PSL e partidos aliados para fazer uma grande aliança e botar ordem na Prefeitura de São Paulo. Tenho um presságio muito bom: sempre que tentaram puxar o meu tapete eu caí para cima. Foi assim a minha vida inteira. Então, isso me diz que a prefeitura”, disse.

Questionada se a nova “puxada de tapete” foi sus destituição da liderança, a deputada reagiu: “É como se dissessem ‘vou dar um castiguinho nela’, como se eu estivesse preocupada com isso. Imagina se eu vou ficar abalada com 1.500 haters dessa milícia digital espalhada pelo Brasil? Isso pra mim é nada”.

Carlos Estênio Brasilino

Jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco, atuou como repórter e editor nos maiores jornais do estado, como Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco e sucursal da Gazeta Mercantil. Na área política, atua em Brasília desde 2003, com passagens pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Tem experiência na área de saúde pública, com atuação no Ministério da Saúde e na Anvisa. Também coordenou campanhas eleitorais em Pernambuco e no Amazonas e trabalhou em agências de comunicação.

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