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Mentora e articuladora política do irmão, o senador afastado e ex-presidente do PSDB Aécio Neves, Andrea Neves foi figura presente nos três mandatos do tucano em Minas Gerais. Presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) por 11 anos, a partir de 2003, a assessora recebia parlamentares, prefeitos e peneirava demandas para o político. Andrea foi presa pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18/5), na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato.

Sua atuação política, porém, começou bem antes, parte dos fundadores do PT no Rio de Janeiro. Estava no Riocentro no atentado de 1981, em comemoração ao Dia do Trabalho. Passou a ser conhecida, no entanto, a partir do primeiro mandato do irmão como deputado federal, em 1987.

No governo mineiro, seu poder chegou a tal proporção que, durante o primeiro mandato de Aécio, em uma missa de fim de ano realizada no Palácio da Liberdade, foram formadas duas filas para cumprimentos, a Aécio e a Andrea. A fila para cumprimentar a presidente do Servas era maior que a do tucano.

Jornalista, também se encarregava do contato com a direção dos jornais, rádios e televisões do Estado. Sempre com o objetivo de garantir a melhor imagem para o tucano. O atual secretário de estado de Saúde, Sávio Souza Cruz, um dos mais ferrenhos críticos de Aécio Neves, diante da atuação de Andrea, a apelidou de “Goebbels das Alterosas”, em referência ao ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

Prisão
Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, está presa em uma ala isolada do pavilhão principal do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Conforme o governo de Minas Gerais, “a separação se dá em razão do tipo de crime, das condições em que se deu a prisão e da repercussão do caso”. Andrea tem cela individual com cama, vaso sanitário e chuveiro próprios.

Ela foi detida no início da tarde desta quinta-feira(18/5) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A jornalista, 58 anos, que atuava como assessora de Aécio, é acusada de ter participado da transação na qual o tucano teria recebido R$ 2 milhões em propina da JBS. Ela tinha passagem comprada para Londres no fim da quinta-feira.

 

 

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