“Infiéis” vão à Justiça para deixar PDT e PSB sem perder mandato

Principal alegação de defesa é que legendas "fecharam questão" antes do texto final da reforma da Previdência, pela qual foram punidos

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atualizado 15/10/2019 19:09

Sete deputados federais do PDT e PSB vão à Justiça Eleitoral nesta terça-feira (15/10/2019) para que eles possam deixar os partidos, sem perder seus mandatos. As legendas passaram a punir esses parlamentares desde que eles votaram a favor da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, contrariando orientação das siglas.

A principal alegação de defesa dos parlamentares é que as legendas fecharam questão antes do texto final sobre a reforma estar concluído. No jargão político, “fechar questão” significa decidir uma mesmo orientação de voto para todos os parlamentares do partido, que eles devem seguir.

Os parlamentares são: Tabata Amaral (PDT-SP), Gil Cutrim (PDT-MA), Marlon Santos (PDT-RS), Flávio Nogueira (PDT-PI), Rodrigo Coelho (PSB-SC), Jefferson Campos (PSB-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), conforme antecipou Tabata nesta segunda, em entrevista ao programa Roda Viva. Cada um deles afirmou que entraria ainda hoje com uma ação declaratória de justa causa.

“Tínhamos firmado cartas com o partido antes da eleição e teríamos uma independência programática. O texto que votamos não é o que chegou à Câmara não é o que o PSB tinha fechado questão”, disse Rigoni.

Coelho afirmou que, com a punição, foi tirado de 10 das 11 comissões que participava na Câmara e perdeu a liderança estadual do PSB. “O partido depois de Eduardo Campos (ex-presidente do PSB morto em 2014) tomou outro rumo”, disse o deputado de Santa Catarina.

Tabata reforçou que não há nenhuma intenção do grupo de se criar um novo partido e que cada um deve seguir um caminho diferente. “Estamos criticando um modelo de partido. Tem alguma coisa muito errada com nossos partidos. Não vou trabalhar pra criação de um novo partido e vou buscar um partido que respeite nossas ideias”, disse. “Qual partido vai ser só o tempo vai dizer”.

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